Pele de Gato

Pele de Gato
Samba Minha Vida

PELE DE GATO RECOMENDA

- Buraco do Galo - Em Oswaldo Cruz, Roda de Samba de primeira comandada por Edinho Oliveira com as maravilhosas Pastoras , ambiente familiar cerveja em garrafa e tira-gostos saborosos,vale apena conferir, todo primeiro sábado do mês - Rua Dna Vicência

- Sambastião - Na Rua do Russel - Glória , Roda de Samba apadrinhada por Ataulpho Alves Jr. acontece aos sábados na praça Luiz de Camões (grátis) horário de 15:00h as 22:00h. Cerveja gelada,caldos e tira-gostos maravilhosos.

- Terreiro de Crioulo - Na rua do Imperador 1075 - Realengo - acontece sempre nos segundos sábados de cada mês , muito partido Alto , Jongo e Sambas de Terreiros, a roda é comandada por Paulo Henrique Mocidade.

- Samba da Ouvidor - Esquina da Rua do Mercado e em frente a Rua do Ouvidor , acontece de 15 em 15 dias aos sábados com início ás 15:00h(confira datas no blog do Samba do Ouvidor)-

Vale a Pena Ver

- Noel Poeta da Vila -Filme contando parte da vida de Noel Rosa. -(Muito Bom)

- "O Mistério do Samba" - Documentário sobre a Velha Guarda da Portela. - (Ótimo)

- Música para os Olhos - Documentário sobre a vida de Cartola. - (Bom)
- Nas batidas do Samba - Documentário sobre a evolução do Samba.- (Ótimo)

- A Elegância do Samba - Documentário sobre a vida de Walter Alfaiate. - (Bom)

"UM SENHOR DE RESPEITO" - SÉRIE PUXANDO CONVERSA

PARTIDO ALTO

CLUBE DO SAMBA

ZÉ ESPINGUELA - FUNDADOR DA MANGUEIRA



José Gomes da Costa também chamado Zé Spinelli e Zé Espinguela, foi um jornalistaescritorpai-de-santo e sambista carioca, integrante do Bloco dos Arengueiros, fundador da Estação Primeira de Mangueira e organizador de um concurso entre sambistas em 20 de janeiro de 1929, que fixaria as bases das disputas entre escolas de samba. O concurso aconteceu em sua casa, na Rua Adolpho Bergamini, a mesma onde hoje fica a escola Arranco, no Engenho de Dentro.
Apesar de ser mangueirense, Zé Espinguela atuou de forma imparcial como juiz do concurso, premiando o Conjunto Oswaldo Cruz, atual Portela. Por ironia, o grupo que é considerado a primeira escola de samba, o Deixa Falar, acabou eliminado por Espinguela, por apresentar instrumentos de sopro, proibidos por serem considerados avessos ao samba moderno, que eles próprios estavam promovendo.
Amigo de Villa-Lobos, Zé Espinguela foi uma figura de suma importância para o samba.
Nos anos finais da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), Zé Espinguela, que devia estar se aproximando dos sessenta anos, sentiu aproximar-se o fim da existência. Segundo Arthur de Oliveira, ele "reuniu os adeptos do centro religioso e dirigiu-se ao morro da Mangueira para despedir-se do seu reduto preferido. Lá chegaram no princípio da noite. A favela, de luzes apagadas, descansava da trabalheira do dia. Eis que surge o grupo, em cortejo pelos becos e ruelas, cantando um samba que Espinguela compôs especialmente para o momento. Era como um samba-enredo. Desfilavam, dançavam e cantavam, com o ritmo alegre, a melodia triste, e as vozes alvissareiras das pastoras. Os barracos aos poucos se acenderam. Os negros foram abrindo as janelas e o morro transformou-se num céu no chão, iluminado, silencioso e reverente. A voz de Espinguela dominava o coro: a favela compartilhava da cerimônia do passamento do seu sambista com aquela vivência afro-brasileira da morte, presente nos gurufins e tão diversa do sentimento judaico-cristão das classes dominantes".

ABAIXO REPORTAGEM DO DO JORNAL NACIONAL NO DIA DO SAMBA SOBRE ZÉ ESPINGUELA:

A CONSCIÊNCIA NEGRA DE LUIZ CARLOS DA VILA



GRANDE LUIZ CARLOS DA VILA, ABAIXO UM VÍDEO COM A HISTÓRIA DE SUA VIDA  MUSICAL(RESUMIDA) !!!!! APRESENTADO NA TV BRASIL.


DOCUMENTÁRIOS - TIAS DO JONGO - PINHEIRAL - RJ



A comunidade negra de Pinheiral perpetuou a dança do jongo, passando-a de geração em geração, preservada por moradores e familiares desta cidade. Onde foi e tudo faz crer que sempre será terra de jongueiros. Pois o Jongo de pinheiral chama atenção por sua originalidade , tradição e por seus belíssimos pontos que são acompanhados por seus dois tambores o tambor grande e o candongueiro, o macuco (pedaço de pau utilizado para fazer o contra tempo entre os tambores).

Atualmente , o jongo de Pinheiral está sob responsabilidade do Centro de referência de Estudo Afro do Sul Fluminense (CREASF), ONG fundada em 1998 que no dia 6 de junho de 2009 foi inaugurada a sede do Ponto de cultura projeto em parceria com o ministério da cultura cujo nome é Centro de referência do jongo de pinheiral,este projeto têm três vertentes: a biblioteca afro , culinária afro e a preservação da dança do jongo e o espaço onde recebemos estudantes, professores e o público em geral que visam o conhecimento á cultura afro do vale do café.

O jongo em dezembro de 2005 foi tombado como patrimônio histórico cultural imaterial do Brasil pelo governo federal cuja mais uma conquista para todas as comunidades jongueiras que lutam pela preservação da cultura.

Na época do Brasil-Colônia, cuja maior lembrança que se tem é com relação à comercialização de negros, vindos da África, para trabalhar como escravos nas fazendas cafeeiras dos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, pouco se fala da riquíssima influência trazida por eles - fundamental na formação da cultura brasileira. Hoje, se têm as folias de reis, os choros, as rodas de samba e as de viola, as congadas, os catiras e mais uma série de manifestações culturais é graças a essa mistura de raças, reforçada com a vinda dos negros para o Brasil.

Aos poucos, a marca negativa registrada na memória de muitos afro-descendentes se dilui mediante aos reconhecimentos e às homenagens recebidas por órgãos e autoridades nacionais, como aconteceu no último dia 15 de dezembro, quando o IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) conferiu ao Jongo do Sudeste o título de patrimônio cultural do Brasil. 

Preservado por 12 comunidades, que têm em média 60 jongueiros cada, o Jongo do Sudeste é uma dança de roda e de umbigada dançada para o divertimento, mas uma atitude mística ainda permeia a festa. "Antigamente, só os mais velhos podiam entrar na roda. Os jovens ficavam de fora observando. Os antigos eram muito rígidos com os mais novos e exigiam muita dedicação e respeito para ensinar os segredos do Jongo e os fundamentos dos seus pontos", relembra a coordenadora do Jongo de Pinheiral, Maria de Fátima Santos, a Fatinha, que há 30 anos participa das rodas de Jongo. 

Hoje, para manter viva a tradição, já são permitidas crianças na roda de Jongo. "Queremos que nossa cultura perdure pelos tempos, por isso precisamos transmiti-la de geração em geração", justifica a coordenadora, que conta com a presença de 10 crianças, no grupo de 60 jongueiros. Entretanto, para decifrar o significado dos pontos, só mesmo jongueiros muito experientes, uma vez que os pontos têm linguagem metafórica cifrada. "Não é tão simples criar um novo ponto. Esta é uma habilidade encontrada só nos mais antigos, por isso, na maioria de nossas rodas, são cantados os pontos mais populares, conhecidos pelos participantes", detalha Fatinha.

Nessas comunidades, é costume dançar o Jongo no dia 13 de maio, consagrado aos pretos-velhos, nos dias de santos católicos de devoção das comunidades, nas festas juninas, nos casamentos e, mais recentemente, em apresentações públicas, como é o caso do Jongo da Serrinha, na capital carioca que, desde a década de 90, passou a fazer shows, com o intuito de preservar o último núcleo de Jongo da cidade. 
Local - Na região Sul Fluminense, a dança foi fortalecida com a criação do CREASF (Centro de Referência Afro do Sul Fluminense), em 1998. Nessa trajetória, o Centro vem realizando fóruns, palestras em escolas e encontros, com o objetivo de trabalhar a cultura afro e suas manifestações. O CREAF possui ainda uma pequena biblioteca, fitas de vídeo e fotos com o registro de todas as participações do grupo (diário do vale/fernanda caldas)