Pele de Gato

Pele de Gato
Samba Minha Vida

PELE DE GATO RECOMENDA

- Buraco do Galo - Em Oswaldo Cruz, Roda de Samba de primeira comandada por Edinho Oliveira com as maravilhosas Pastoras , ambiente familiar cerveja em garrafa e tira-gostos saborosos,vale apena conferir, todo primeiro sábado do mês - Rua Dna Vicência

- Sambastião - Na Rua do Russel - Glória , Roda de Samba apadrinhada por Ataulpho Alves Jr. acontece aos sábados na praça Luiz de Camões (grátis) horário de 15:00h as 22:00h. Cerveja gelada,caldos e tira-gostos maravilhosos.

- Terreiro de Crioulo - Na rua do Imperador 1075 - Realengo - acontece sempre nos segundos sábados de cada mês , muito partido Alto , Jongo e Sambas de Terreiros, a roda é comandada por Paulo Henrique Mocidade.

- Samba da Ouvidor - Esquina da Rua do Mercado e em frente a Rua do Ouvidor , acontece de 15 em 15 dias aos sábados com início ás 15:00h(confira datas no blog do Samba do Ouvidor)-

Vale a Pena Ver

- Noel Poeta da Vila -Filme contando parte da vida de Noel Rosa. -(Muito Bom)

- "O Mistério do Samba" - Documentário sobre a Velha Guarda da Portela. - (Ótimo)

- Música para os Olhos - Documentário sobre a vida de Cartola. - (Bom)
- Nas batidas do Samba - Documentário sobre a evolução do Samba.- (Ótimo)

- A Elegância do Samba - Documentário sobre a vida de Walter Alfaiate. - (Bom)

"UM SENHOR DE RESPEITO" - SÉRIE PUXANDO CONVERSA

PARTIDO ALTO

CLUBE DO SAMBA

LUGARES,SAMBAS E BAMBAS 07


VILA ISABEL – BAIRRO DE NOEL



Localiza-se na chamada Grande Tijuca. É cercado pelos bairros da Tijuca, Aldeia Campista, Grajaú, Andaraí, Maracanã, Jacaré e Riachuelo, através da ligação do Túnel Noel Rosa. Possui uma área de 321,71 hectares e uma população de 81 858 (segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - Censo Demográfico 2000).
O bairro surgiu do espírito empreendedor de João Batista Viana Drummond, futuro barão de Drummond, um empresário progressista. Ele adquiriu as terras da "Imperial Quinta do Macaco", de propriedade da Imperatriz D.Amélia quando, após a promulgação da Lei do Ventre Livre em (1871), os escravos da propriedade foram libertados.
Abolicionista e amigo de figuras de destaque que compartilhavam os seus ideais políticos, Drummond deu às ruas e praças do empreendimento nomes e datas alusivos à causa. A própria denominação do bairro foi uma homenagem à Princesa Isabel e a sua principal via, o Bulevar 28 de Setembro, à data em que a lei do Ventre Livre foi sancionada.
O bairro foi oficialmente fundado em 03 de janeiro de 1872, inspirado no urbanismo parisiense. Para urbanizá-lo e loteá-lo, Drummond organizou a Companhia Arquitetônica de Vila Isabel(1873), contratando o arquiteto Francisco Joaquim BéThencourt da Silva, discípulo de Grandjean de Montigny.
As terras da fazenda eram cortadas por duas antigas estradas, a do Macaco e a de Cabuçu, que se tornaram, respectivamente, o Boulevard 28 de setembro e a Rua Barão do Bom Retiro.
O sistema de transporte ,bondes a tração animal , seria provido pela Companhia Ferro-Carril de Vila Isabel, empreendimento também criado por Drummond para explorá-lo (1873). Foi inaugurado em 1875, ligando o bairro ao Centro.
O bairro tem nove prédios tombados pelo Patrimônio Histórico. No antigo Jardim Zoológico, o primeiro do Brasil, hoje denominado de Recanto da Princesa, o Barão de Drummond criou o jogo do bicho. No meio do Boulevard 28 de Setembro, encontra-se a igreja Matriz de Vila Isabel, a basílica Nossa Senhora de Lourdes. A matriz recebeu o título de "basílica menor", em 23 de maio de 1959, dado pelo Papa João XXIII.
Vila Isabel é famosa pela presença de inúmeros poetas e compositores que nasceram no bairro, ou que nele foram revelados.
O mais famoso é Noel Rosa, que nasceu no bairro em 11 de dezembro de 1910. No largo de entrada da Boulevard 28 de Setembro existe uma estátua em tamanho natural do compositor em bronze, reproduzindo um possível cenário da música Conversa de botequim.



Também podemos destacar  Martinho da Vila, que adicionou o nome do bairro ao seu quando criou seu nome artístico.


O bairro sedia escola de samba Vila Isabel, fundada por "seu China" (Antônio Fernandes da Silveira), egresso do Salgueiro. De início, um simples bloco, possuía as cores vermelho e branco, logo em seguida mudadas para azul e branco, quando adotou o nome "Azul e Branco de Vila Isabel". No carnaval de 1946, o bloco decidiu que, para o ano seguinte, desfilaria como escola de samba e adotou desde o então o nome GRES Unidos de Vila Isabel.



Em 1968 a escola de samba desfilou com o enredo Quatro séculos de modas e costumes, tendo como destaque na avenida um modelo original de vestido do costureiro Paco Rabane.
A escola se consagrou definitivamente em 1988, campeã do carnaval com o enredo "Kizomba Festa da Raça", idealizado por Martinho da Vila, principal compositor da escola desde a segunda metade da década de 1960. O samba-enredo foi composto por Rodolpho de Souza, Jonas e Luiz Carlos da Vila.

Após anos sem uma quadra de ensaio fixa - ensaiando na Escola Equador, perto da esquina do Boulevard 28 de Setembro com a Rua Rocha Fragoso -, ganhou a sua quadra na principal rua do bairro, onde antes funcionava uma garagem de bondes na década de 1960, a garagem da extinta CTC e, posteriormente, um galpão do Detran.
Em 2000, a escola foi rebaixada ao Grupo de acesso A. Cinco anos depois, retornou ao grupo principal do carnaval, após ser campeã do Grupo de Acesso no ano anterior com o enredo "A Vila É Para Ti". No ano de 2006, foi a grande vencedora do carnaval homenageando a América Latina, com o enredo "Soy loco por ti America: A Vila canta a latinidade" de autoria do carnavalesco Alexandre Louzada.
Em 2008 foi inaugurada a nova quadra da Vila Isabel, a mais moderna quadra de escola de samba do Rio de Janeiro, a qual se originou de uma grande reforma da antiga quadra que custou 4 milhões de reais e que atualmente comporta até 11 000 pessoas em 4 000 metros quadrados de área construída e com um palco de 300 metros quadrados. A atual quadra possui camarotes de luxo e um fácil acesso pelo Boulevard 28 de Setembro, sendo, portanto, um espaço democrático onde frequentam ricos e famosos assim como membros da comunidade. Além dos ensaios da escola de samba, a quadra da Vila também é palco de shows de grandes artistas e bandas no projeto "Casa de Bamba". Um detalhe polêmico chama a atenção: é uma quadra tão democrática que tem três banheiros: o masculino, o feminino e o GLS.
Nos sábados de carnaval, saía o bloco do Sujo, comandado por Seu Otto: as fantasias já utilizadas em outros carnavais eram usadas no desfile deste bloco, formado na Associação Atlética Vila Isabel.


CIDADÃO DA VILA ISABELNOEL ROSA


Noel de Medeiros Rosa, nasceu de um parto muito difícil, que incluiu o uso de fórceps pelo médico obstetra, como medida para salvar as vidas da mãe e bebê. Além disso, nasceu com hipoplasia (desenvolvimento limitado) da mandíbula (provável Síndrome de Pierre-Robin) o que lhe marcou as feições por toda a vida e destacou sua fisionomia bastante particular.
Criado no bairro carioca de Vila Isabel, primeiro filho do comerciante Manuel Garcia de Medeiros Rosa e da professora Martha de Medeiros Rosa, Noel era de família de classe média, tendo estudado no tradicional Colégio São Bento.
Adolescente, aprendeu a tocar bandolim de ouvido e tomou gosto pela música — e pela atenção que ela lhe proporcionava. Logo, passou ao violão e cedo tornou-se figura conhecida da boemia carioca. Entrou para a Faculdade de Medicina, mas logo o projeto de estudar mostrou-se pouco atraente diante da vida de artista, em meio ao samba e noitadas regadas à cerveja. Noel foi integrante de vários grupos musicais, entre eles o Bando de Tangarás, ao lado de João de Barro(o Braguinha), Almirante, Alvinho e Henrique Brito.


Em 1929, Noel arriscou as suas primeiras composições, Minha Viola e Toada do Céu, ambas gravadas por ele mesmo. Mas foi em 1930 que o sucesso chegou, com o lançamento de Com que roupa? Um samba bem-humorado que sobreviveu décadas e hoje é um clássico do cancioneiro brasileiro. Essa música ele se inspirou quando ia sair com os amigos, a mãe não deixou e escondeu suas roupas, ele, com pressa perguntou: "Com que roupa eu vou?" Noel revelou-se um talentoso cronista do cotidiano, com uma sequência de canções que primam pelo humor e pela veia crítica.Orestes Barbosa, exímio poeta da canção, seu parceiro em Positivismo, o considerava o "rei das letras". Noel também foi protagonista de uma curiosa polêmica (Noel Rosa x Wilson Batista) travada através de canções com seu rival Wilson Batista. Os dois compositores atacaram-se mutuamente em sambas agressivos e bem-humorados, que renderam bons frutos para a música brasileira, incluindo clássicos de Noel como Feitiço da Vila e Palpite Infeliz. Entre os intérpretes que passaram a cantar seus sambas, destacam-se Mário Reis, Francisco Alves e Aracy de Almeida.
Noel teve ao mesmo tempo várias namoradas e foi amante de muitas mulheres casadas. Casou-se em 1934 com Lindaura Medeiros Rosa, mas era apaixonado mesmo por Ceci (Juraci Correia de Araújo), a prostituta do cabaré, sua amante de longa data. Era tão apaixonado por ela, que ele escreveu e fez sucesso com a música "Dama do Cabaré", inspirada em Ceci, que mesmo na vida fácil, era uma dama ao se vestir e ao se comportar com os homens, e o deixou totalmente enlouquecido pela sua beleza. Foram anos de caso com ela, eles se encontravam no cabaré a noite e passeavam juntos, bebiam, fumavam, andavam principalmente pelo bairro carioca da Lapa, onde se localizava o cabaré. Ele dava-lhe presentes, jóias, perfumes, ela o compensava com noites inesquecíveis de amor.
Noel passou os anos seguintes travando uma batalha contra a tuberculose. A vida boêmia, porém, nunca deixou de ser um atrativo irresistível para o artista, que entre viagens para cidades mais altas em função do clima mais puro, sempre voltava para o samba, à bebida e o cigarro, nas noites cariocas, cercado de muitas mulheres, a maioria, suas amantes. Mudou-se com a esposa para Belo Horizonte, lá, Lindaura engravidou, mas sofreu um aborto, e não pôde mais ter filhos, por isso Noel não foi pai. Da capital mineira, escreveu ao seu médico, Dr. Graça Melo: “Já apresento melhoras/Pois levanto muito cedo/E deitar às nove horas/Para mim é um brinquedo/A injeção me tortura/E muito medo me mete/Mas minha temperatura/Não passa de trinta e sete/Creio que fiz muito mal/Em desprezar o cigarro/Pois não há material/Para o exame de escarro". Trabalhou na Rádio Mineira e entrou em contato com compositores amigos da noite, como Rômulo Pais, recaindo sempre na boêmia. De volta ao Rio, jurou estar curado, mas faleceu em sua casa no bairro de Vila Isabel no ano de 1937, aos 26 anos, em consequência da doença que o perseguia desde sempre. Deixou Lindaura viúva e não foi pai de nenhum filho. Lindaura e dona Martha cuidaram dele até o fim.

À direita, Aracy de Almeida e à esquerda, Marília Batista (observada por Noel) – as intérpretes preferidas do Poeta da Vila.






LUGARES,SAMBAS E BAMBAS 06


SERRINHA - IMPÉRIO SERRANO

Grêmio Recreativo Escola de Samba Império Serrano é uma das mais tradicionais escolas de samba da cidade do Rio de Janeiro, que foi campeã do Grupo Especial por nove vezes.
MOSÁICO COM SIMBOLO IMPERIANO
Um dos principais orgulhos de seus integrantes é a gestão democrática e aberta da escola, implantada desde a sua fundação. Sua história se confunde com a própria história da Serrinha, embora sua sede fique na Av. Ministro Edgar Romero, ao lado da Estação Mercadão de Madureira, mas no mesmo bairro Madureira.    
                                              
             BAR NA QUADRA DO IMPÉRIO                 
Nasce a 23 de março de 1947 a partir de uma dissidência da antiga escola de samba Prazer da Serrinha. Sua Ala de Compositores é uma das mais respeitadas, tendo em sua história nomes como Silas de Oliveira, Mano Décio da Viola, Aniceto do Império, Molequinho, Dona Yvone Lara (primeira mulher a fazer parte de uma ala de compositores de escola de samba),Beto Sem Braço, Aluísio Machado, Arlindo Cruz, só para citar alguns dentre tantos.

 DONA YVONE LARA
Sua história é coroada por belíssimos sambas, verdadeiros clássicos do samba enredo como Aquarela Brasileira (1964) e (2004), Exaltação a Tiradentes (1949),Os Cinco Bailes da História do Rio (1965), Heróis da Liberdade (1969), Bumbum Paticumbum Prugurundum (1982), entre outros.
Em 1946, Mano Décio da Viola e Silas de Oliveira, então integrantes da Prazer da Serrinha, haviam composto o samba Conferência de São Francisco para o carnaval, mas no momento de desfile, o presidente da escola, Alfredo Costa, resolveu que a escola desfilaria com outro samba. A confusão gerou problemas de harmonia, o que levou a Prazer da Serrinha a terminar em 11º lugar. Descontentes, Mano Décio da Viola, Silas de Oliveira, Sebastião de Oliveira (Molequinho), entre outros, em reunião na casa de Dona Eulália do Nascimento(Tia Eulália), decidiram fundar uma nova agremiação, a qual deram o nome de Império Serrano, uma homenagem ao Império da Tijuca, sua escola madrinha. 
JORGINHO DO IMPÉRIO E MANO DÉCIO DA VIOLA                             
  SILAS DE OLIVEIRA

Seu primeiro presidente foi João Gradim, que era irmão de Molequinho e Dona Eulália, e genro do dirigente de carnaval Mano Elói. Em seu primeiro desfile, a escola sagrou-se campeã, no ano de 1948  ano em que ainda não havia a divisão do Carnaval entre grupo principal e divisões inferiores. Começava a surgir, no entanto, a disputa política entre as entidades representativas UGES e FBES, sendo o Império filiado a esta última. Apenas as escolas filiadas a FBES teriam recebido verbas públicas, uma retaliação do poder municipal a proximidade entre a UGES (depois UGESB) e o PCB.
A presença de Irênio Delgado, considerado pela Portela e Mangueira como simpatizante do Império Serrano, aprofundou a cisão, levando a organização de mais de um concurso nos três anos seguintes, um por cada entidade representativa (UGESB, FBES e a efêmera UCES, que só durou um ano). No concurso da FBES, o Império Serrano venceu nos três anos, obtendo o tetra-campeonato consecutivo.
Com a reunificação do carnaval em 1952 a partir da criação da AESCRJ, não houve julgamento dos desfiles do grupo principal daquele ano, o que fez com que apenas em seu sexto carnaval a escola da Serrinha não conquistasse o título, sendo vice-campeã em 1953 e 1954. Venceu novamente em 1955 e 1956, posicionando-se a partir de então como uma das forças mais tradicionais do Carnaval carioca de então, ao lado de Portela, Mangueira e Salgueiro.
Em 1975 a escola escolheu como enredo "Zaquia Jorge, Vedete do Subúrbio, Estrela de Madureira", sendo a disputa interna vencida pelo compositor Avarese. No entanto, o samba que ficou em segundo lugar, composto por Acyr Pimentel e Cardoso, acabou sendo gravado por Roberto Ribeiro sob o título "Estrela de Madureira", e se tornou um clássico do samba, e também uma espécie de hino da escola, tornando-se muito mais famoso que o samba vencedor daquele ano.
                                            
 ROBERTO RIBEIRO
No ano de 1981, é lançado o livro "Serra, Serrinha, Serrano: o Império do Samba", de Raquel Valença e Suetônio Valença, até hoje considerado uma referência sobre a história da escola.
Em 1982, a cantora Clara Nunes gravou o Serrinha (samba em homenagem à escola), escrito por Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro.
Também na década de 1980, a escola teve grandes momentos com enredos criados por Fernando Pamplona, desenvolvidos por outros carnavalescos, como Mãe Baiana Mãe (1983), Foi malandro é (1984), Eu Quero (1986), Com a boca no mundo, quem não se comunica se trumbica (1987) e Para com isso, dá cá o meu (1988). Destaque para Bumbum Praticumbum Prugurundum, de 1982, quando as carnavalescas Rosa Magalhães e  Lucia Lacerda deram ao Império Serrano seu último título da primeira divisão, após um jejum de dez anos.
Na década de 1990, a escola enfrentou sérios problemas de política interna que redundaram em três rebaixamentos (1991,1997 e 1999).
O Império voltou à elite do carnaval em 2001, mas ainda permaneceu lutando com dificuldade para permanecer no Grupo Especial. Nesse ano, trouxe um samba de Arlindo Cruz, Maurição, Carlos Sena e Elmo Caetano, que foi considerado pela crítica como o mais bonito do ano, e que contava a história da Resistência, como era chamado o Sindicato dos Estivadores do Rio de Janeiro, ao qual vários dos primeiros integrantes da escola foram ligados. Porém um defeito no principal carro alegórico, formado por um contêiner que se abriria durante o desfile, inviabilizou a surpresa que a escola havia preparado, o que certamente deve ter lhe tirado pontos preciosos.
Em 2004, o Império reeditou "Aquarela Brasileira", considerado um dos sambas-enredo mais bonitos da história, e mesmo com problemas financeiros e disputas internas, levantou o público no Sambódromo, mas acabando longe do título na classificação final. Em 2007, a escola caiu novamente para o grupo de acesso A, sagrando-se a campeã deste grupo em 2008 com o enredo Taí, eu fiz tudo para você gostar de mim. A escola regressará ao Grupo Especial.
Para o carnaval de 2009, após o retorno ao Grupo especial e a reeleição de Humberto Soares Carneiro para a presidência da escola, Márcia Lage estreou carreira solo como carnavalesca. Após anos trabalhando junto a seu esposo Renato Lage, ela reeditou o enredo de 1976, Lenda das sereias rainha do mar, com o título alterado para Lendas das sereias, mistérios do mar, samba este que também já fora reeditado pela Inocentes de Belford Roxo em 2006. A escola também trouxe de volta o intérprete Nêgo. Apesar do investimento, o Império terminou na 12ª colocação, voltando para o Grupo de Acesso.
Em 2010, trouxe a carnavalesca Rosa Magalhães e apresentou um enredo sobre o personagem João do Rio, onde obteve um 6º lugar. Após o carnaval, seu presidente Humberto Soares Carneiro renunciou, forçando uma nova eleição, para um mandato tampão, que ocorreu em julho de 2010, e terminou com um empate entre os candidatos Vera Lúcia Correa Souza e Helton Dias, ambos com 204 votos. A primeira, por ser integrante da agremiação há mais tempo, foi eleita a presidente.
 Velha Guarda do Império Serrano
Na quadra do Império Serrano e servida no 2º sábado de cada mês uma bela feijoada com  a apresentações da velha Guarda do Império, show da bateria e apresentação de Jorginho do Império .

 GRANDE RODA DE SAMBA NO MORRO DA SERRINHA(GRAVAÇÃO DO DVD DE ARLINDO CRUZ)
 NA RODA: MARCELO D2, XANDE DE PILARES ,ARLINDO CRUZ ,MAURO DINIZ ,ANDREZINHO ,MARIA RITA  E OVÍDIO BRITO


CIDADÃO DA SERRINHAANICETO DO IMPÉRIO

Aniceto de Menezes e Silva Jr. nasceu no bairro do Estácio.
Devido à sua facilidade de expressão, seus professores consideravam que ele prejudicava as aulas, devido a suas intervenções acima da média das de seus colegas. Deixou os estudos em 1926, antes de completar o primário. No Império Serrano, teve o cargo de orador oficial da escola.
Aniceto dividia sua vida entre o samba e o Cais do Porto, onde era estivador e o líder do Sindicato dos Arrumadores. O Cais do Porto era uma área de malandragem, onde vários sambistas trabalhavam, por serem de origem negra ou pobre. Aniceto se reunia com os outros sambistas, depois do horário do trabalho, para cantar sambas batucadas ou duros, sempre terminando num gostoso partido alto, com o destaque do próprio, que mandava seus versos de improviso, que eram admirados por todos os presentes).
Pouco antes de morrer, Aniceto foi entrevistado para o documentário Fio da Memória. Tratava-se da sua última performance, pois quando lhe perguntaram sobre o seu estilo de samba baseado em improviso (Partido Alto), começou a compor versos em ritmo de entrevista, encabulando o repórter, que por sua vez, preferiu mudar de assunto. Foi-lhe indagado sobre sua doença ( diabetes ), ele deixou entender que não se lamentava, e até deu graças a Deus por isso. Como justificativa finalizou dizendo: Ele (Deus) sabe o que faz e eu não sei o que quero".
 cego, faleceu em 1993.

OBRIGADO A DEUS,FAMÍLIA E AMIGOS

Pessoal hoje não venho falar de Samba, como todos sabem Papai do Céu me deu mais um oportunidade de viver e continuar neste Mundo maravilhoso.Vou aproveitar meu espacinho para agradecer a Deus a minha Maravilhosa FAMÍLIA e a meus fiéis AMIGOS,pois sem vocês o que foi difícil se tornaria impossível .

DEUS
Agradecer é pouco, pois quem sou eu sem Você,desde meus primeiros dias de vida ainda no ventre de minha Mãe Você já começou a agir pois um bebê que tinha poucas chances de nascer e se nascesse teria sequelas, vingou e com muita saúde,depois veio o infarto aos 32 anos poucos escapam....eu escapei ,aos 37 cheguei para fazer uma angioplastia com artérias totalmente prejudicadas e tive um enfarte durante o procedimento no final deu tudo certo ,aos 40 em um exame de rotina foi constatado entupimento total de 02 artérias e outra com 95% ,acreditem, sem sintomas nenhum e levando uma vida absolutamente normal , fui submetido a uma operação de revascularização(ponte de safena) a operação foi um sucesso......por falta de sorte fui pego por uma bactéria que quase me levou, mas com sua graça estou recuperado e continuando meu tratamento
FAMÍLIA(Mãe te amo muito)
Um ser que não tem uma FAMÍLIA como sua estrutura deve ser muito infeliz,pois eu seria.....Se em todos estes acontecimento acima citados se eu não tivesse o apoio de minha família não sei se teria suportado,neste último caso em que tive de ficar 25 dias internado, minha família foi(e continua sendo) fundamental em minha recuperação.Não vou citar nomes pois todos com sua contribuição me ajudaram quando digo todos são todos mesmo não só aos que estiveram comigo de corpo presente mas também os que ligaram os que rezaram e de alguma forma me ajudaram.Representando a minha família agradeço aos pilares dela:Vô Tine,Vô Rozires,Vó Alaide e Vó Cordelia .
AMIGOS
Vou dizer uma coisa........realmente sou abençoado, pois enquanto as pessoas dizem que tem poucos e bons  amigos eu posso dizer que tenho muitos ,muitos amigos e por incrível que pareça nem todos são bons pois alguns são ótimos e cada dia que passa crio novas amizades. Obrigado aos meus velhos, novos e aos que ainda virão, pela lealdade da amizade de vocês.


DEUS,FAMÍLIA E AMIGOS:










LUGARES,SAMBAS E BAMBAS 05


LAPARUA JOAQUIM SILVA



Conhecido como berço da boemia carioca, também é famoso pela arquitetura, a começar pelos Arcos - conhecidos como Arcos da Lapa, construídos para funcionarem como aqueduto nos tempos do Brasil Colonial e que agora servem como via para os bondinhos que sobem o morro de Santa Tereza.
O Aqueduto da Carioca é considerado a obra arquitetônica de maior importância do Rio Antigo e um dos principais símbolos da cidade. A imponente construção em estilo romano tem 17,6 metros de altura, 270 metros de extensão e 42 arcos que ligam o bairro de Santa Teresa ao Morro de Santo Antônio. O Aqueduto da Carioca foi construído em 1723, no período do Brasil Colonial, e tinha como objetivo conduzir a água do rio Carioca da altura do Morro do Desterro, atual bairro de Santa Teresa, para o Morro de Santo Antônio. A obra ajudaria a resolver o problema da falta de água na cidade. Problema este que já era antigo. Os estudos para trazer as águas do rio Carioca para a cidade começaram nos primeiros anos do século XVII, mas as obras de instalação de canos de água no Rio de Janeiro só tiveram início um século depois.
Residiram na Lapa: Machado de Assis (cujos imóveis foram tombados) e diversos de seus personagens, Carmem Miranda, Manuel Bandeira, Jorge Amado (em momento de sua vida), Péricles Maranhão (autor de "O amigo da onça"), Lamartine Babo, Orestes Barbosa, Villa-Lobos, Silvio Santos (nascido no bairro), etc.

Nos últimos tempos o paisagismo da Lapa sofreu significativas alterações. Onde era o Largo dos Pracinhas
 (uma praça anexa aos arcos) hoje existe um enorme Circo Voador. A Rua dos Arcos, que atravessa o aqueduto, era uma via ocupada por edificações centenárias, entre elas a Fundição Progresso, que hoje é uma casa de shows. O bairro nasce no final da zona sul, quando a rua da Glória torna-se rua da Lapa. Também faz limite com o bairro de Santa Teresa, subindo suas ladeiras e o pequeno Bairro de Fátima.
Na tentativa de resgatar a vocação residencial do bairro foi criado o Movimento Eu Sou da Lapa. Inspirado na famosa campanha I love NY, que ajudou a revitalizar a cidade americana que estava em decadência na década de 1970, o movimento busca resgatar o orgulho de dizer “Eu sou da Lapa”. Com o apoio do poder público e a adesão da maioria dos estabelecimentos comerciais da Lapa, o Eu Sou da Lapa foi espalhado pela cidade, mas com poucas conquistas efetivas na área de segurança, reinserção da população de rua e combate ao crime, antigas reclamações dos moradores aos poderes públicos.

Outrora famosa por inspirar tipos como Madame Satã, e é claro, os malandros cariocas que tanto habitaram as páginas literárias dos nossos autores, a Lapa é hoje ponto de referência absoluta para os amantes da vida noturna. Uma das características marcantes do bairro é a absoluta harmonia com que convivem as mais diversas tribos musicais. Desde os anos 1950, quando começou a ser chamada de "Montmartre Carioca", a Lapa é palco de encontro de intelectuais, artistas, políticos e, principalmente, do povo carioca, que ali se reúne para celebrar o Samba,o forró, a MPB, o Choro e mais recentemente,a música eletrônica e o Rock.
Por suas principais vias, Rua Men de Sá, Rua do Riachuelo (antiga Rua Matacavalos, freqüentemente mencionada na obra de Machado de Assis), Av. Chile, Rua Gomes Freire e Rua do Lavradio, espalham-se atrações como a Sala Cecília Meireles, que é considerada a melhor casa para concertos de Música de Câmera existente no Rio.
Nos últimos anos o bairro consolidou-se como o segundo maior destino de turistas estrangeiros na cidade, ficando atrás apenas de Copacabana.
O Passeio Público, a Escola Nacional de Música e a Igreja de Nossa Senhora da Lapa do Desterro são referências para o turista que quer ver uma boa amostra da arquitetura do Rio antigo. A Catedral Metropolitana (na moderna Avenida Chile), adorada por uns, criticada por outros, é outro ponto de referência do bairro. Bares como Belmonte, Taberna e Buteko do Juca, Antônio´s, Arco Iris, Mas é o Benedito, etc. caíram no gosto do público, por seu cardápio diversificado.
As escadarias Selarón são outro ponto marcante do bairro e fica na Rua Joaquim Silva, onde a Lapa que todos conhecem hoje em dia começou a renascer. Nas décadas de 80 e  90 os casarões que hoje são bares, boates e restaurantes eram abandonados ou serviam de cortiços ,ferro velhos e fábricas de carvão.Um dos primeiros bares a serem abertos foi o de Carlos Caveira(Grande centro - avante do Aterro do Flamengo) onde rolava todas as sextas uma Roda de Samba com o pessoal da “área” (Lapa,Glória e centro) .

Depois, na carona do sucesso que começava fazer a Lapa,surgiram artistas como Teresa Cristina e o Grupo Casuarina, Ernesto, Café Cultural Sacrilégio, além do Rio Scenarium, do Bar e Restaurante Gabinete, e do Carioca da Gema, onde reinam absolutas as Rodas de Samba. Recentemente foi inaugurada a gafieira Lapa 40º, na Rua do Riachuelo, ao lado do tradicional Clube dos Democráticos, onde há espaço para o forró, o choro e o samba de gafieira.
Para o público que prefere a música eletrônica e os shows de rock, destacam-se, dentre outros, a Fundição Progresso e Circo Voador, reinaugurado em 2004.
A Lapa possui uma infinidade de bares e casas de shows que atendem a todos os gostos. Só para se ter uma idéia da atual "efervescência" do bairro mais de 15 novos estabelecimentos foram abertos apenas em 2009.
BECO DO RATO

Num charmoso cantinho da Joaquim Silva, na Lapa, funciona desde 2005 o Beco do Rato, lugar de música boa, cultura, gente bonita, personalidades, cerveja gelada e ótimos petiscos. No comando do balcão está Márcio Pacheco. O mineiro de Itabirito incorporou como poucos o espírito do carioca, oferecendo aos seus clientes e amigos opções de lazer e gastronomia.
O Beco já foi palco para o gogó de Luiz Melodia, Toninho Geraes, Wilson Moreira, Moacyr Luz, Tia Surica, Beth Carvalho, Ubirani, do Fundo de Quintal, Wanderley Monteiro, Iracema Monteiro, Zé Luiz do Império, Paulão Sete Cordas, o saudoso Walter Alfaiate, entre muitos outros.
CIDADÃO DA LAPAMADAME SATÃ
                   
João Francisco dos Santos (Glória do Goitá, 25 de fevereiro de 1900  Rio de Janeiro 11 de abril de 1976), mais conhecido como Madame Satã, foi um transformista brasileiro,
personagem emblemático da vida noturna e marginal do Rio de Janeiro na primeira metade do século XX.
Criado numa família de dezessete irmãos, João Francisco chegou a ser trocado, quando criança, por uma égua. Jovem, foi para Recife, onde viveu de bicos. Posteriormente, mudou-se para o Rio, indo morar no bairro da Lapa. Analfabeto, o melhor emprego que conseguiu foi o de carregador de marmitas. Mas há quem diga que foi cozinheiro de mão-cheia. Foram fatores de sua marginalização o fato de ser negro, pobre e homossexual.
Dotado de uma índole irônica e extrovertida, Santos logo pegou gosto pelo carnaval carioca. Foi assim que, em 1942, ao desfilar no bloco de rua Caçador de Veados, surgiu seu apelido. O transformista se apresentou com a fantasia Madame Satã, inspirada em filme homônimo de Cecil B.De Mille.
Era freqüentador assíduo do bairro da Lapa, (reduto carioca da malandragem e boemia na década de 1930), onde muitas vezes trabalhou como segurança de casas noturnas. Cuidava que as meretrizes não fossem vítimas de estupro ou de agressão.
Foi preso várias vezes, chegando a ficar confinado ao presídio da Ilha Grande em uma delas acusado de ter matado o Grande Sambista Geraldo Pereira. Freqüentemente, Madame Satã enfrentava a polícia, sendo detido por desacato à autoridade. Exímio capoerista, lutou por diversas vezes contra mais de um policial, geralmente em resposta a insultos que tivessem como alvo mendigos, prostitutas, travestis e negros.
É considerado uma referência na cultura marginal urbana do século XX.
Faleceu logo após a sua última saída da prisão, em abr/1976, morando em sua casa que hoje em dia é um camping.
No ano de 2002, foi rodado no Brasil um filme sobre sua vida, que leva o também o nome de Madame Satã, que recebeu diversos prêmios nacionais e internacionais. Nesse filme, João Francisco dos Santos foi interpretado pelo ator Lázaro Ramos.